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Violência contra a mulher não é só estupro. Tem muitas situações pequenas no cotidiano que constrangem e humilham. E nós não reagimos. Porque temos vergonha, porque não temos certeza se foi por querer, porque não sabemos o que fazer.
Discutir a situação é a melhor maneira de descobrir formas de reagir, de aprender a botar a boca no trombone na hora certa.
30/7/2008 Eu te respeitava como a um pai
Resposta à falta de vergonha: Você confundiu tudo! Não, não cheguei a pensar que você pudesse em algum momento achar que eu estivesse interessada em você. Isso foi tão ridículo da sua parte. Fico aqui pensando como fui boba de achar que tudo que você dizia era brincadeira. Eu até desconfiei, em alguns momentos. Mas difícil era crer que na verdade você estava falando a verdade.
11/5/2008 Cantada barata, só amanhã!
A maioria das pessoas é muito solitária e tem necessidade de se comunicar e interagir. Mas forçar a barra e tentar criar uma intimidade que ainda não existe, nem teve tempo para surgir é errar na dose e correr o risco de ser patético. Quando quem força a barra para tentar agradar e faz elogios sem ao menos ter subsídios para isso é um homem do tipo "galanteador barato", aí é muito chato.
14/8/2007 Agredida no desfile
Vou relatar agora uma cena absurda a que eu fui exposta em um evento de moda. Como um colega disse, até os taxistas são mais unidos do que os fotógrafos, mas, até então nunca pensei que alguém estaria disposto a partir para a agressão física durante uma jornada de trabalho, e, muito menos, que eu seria a vítima.
23/7/2007 Perdeu, cabeludo.
"O dia amanhecendo e eu chegando em casa a pé em um horário que definitivamente não pretendia por conta de algum mal entendido noturno. Estou quase fechando a venda do meu celular, por isso saí de casa com ele e com mais um aparelho velho para o caso de sofrer algum assalto, afinal é sempre nessas horas que vem a zica. Pois é.